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Crónicas da Parvoeira

Quando a parvoíce existe em demasia, a partilha é inevitável.

Crónicas da Parvoeira

Quando a parvoíce existe em demasia, a partilha é inevitável.

08.Nov.20

Dia do Bolinho: Operação Guloseimas

O Cronista da Parvoíce

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Depois de uma semana em convalescença, e de muitas idas à casa-de-banho,  devido à ingestão massiva de gomas, chocolates, e tudo que seja doçaria de doces, posso afirmar que a “Operação Guloseimas”, do Dia do Bolinho, foi um sucesso total. E não é a minha balança que me contradirá. Seria difícil visto que ela não fala. E mesmo que fosse falante seria apenas para indicar o peso, não para opinar. É verdade que, durante a semana, achei que ela falado comigo quando ouvi: “Eishhh! Tão pesado que ele está! Não achas que estás a abusar nos doces?”, mas vi logo que não podia ser. Como todos sabemos os objectos inanimados não falam. Tinha sido o meu cão! Raios partam o açúcar!

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Ao contrário dos anos anteriores, e muito devido a situação actual, não precisei de utilizar a minha técnica infalível do “desligamento da campainha” para ficar com os doces todos. E isso entristece-me profundamente. Gostaria que todo este espólio adocicado obtido fosse o resultado da minha astúcia e estratégia. Mas não! Este ano o mérito não é meu! E isso deixou-me muito desagrado. Porquê? Porque passei muito tempo (cerca de 4 minutos e 37 segundos) a planear o estratagema perfeito para não abrir a porta e ficar com os doces todos e ninguém apareceu. Eu sei que era previsível, mas tinha a esperança que viessem para não lhes abrir a porta.

De quem é a culpa? Todos sabemos, mas minha não é de certeza! Eu tinha os doces! A campainha estava ligada! Por esquecimento, mas estava. Se tencionava fazer uma distribuição assertiva? Não, mas o importante não é isso! O importante é perceber de quem é a culpa. Eu sei! É culpa é do bicho, mas também do “Dia das Bruxas”. Não é que tenha alguma coisa contra. Do primeiro tenho, mesmo se consegui foi inspirador para a melhor e mais assustadora fantasia de Halloween de sempre: Covidiota!

O Dia das Bruxas.jpg

Acho que não disse, a primeira fase da “Operação Guloseimas” aconteceu na noite de Halloween. Bastou-me sair de casa sem máscara, por puro esquecimento, e de repente, transformei no monstro mais aterrador do momento. Como estavam todos com receio deram-me todas as suas guloseimas. Grande sorte! Eu só ia ao multibanco! E nem gosto do “Dia das Bruxas”, que na verdade ocorre durante a noite. É só para baralhar.

Eu não tenho nada contra o facto de algumas pessoas quererem implementar novas tradições, tradições vindas de qualquer parte do mundo, essas chegadas são sempre um enriquecimento cultural. agora não o façam à custa das nossas tradições. Com isto tudo, a minha mãe já disse que não haverá doces para o ano, e isso não pode ser. E quem é que se tramou? Eu! Onde é que vou arranjar doces? Não me digam que vou ter de ir a “Noite das Bruxas”?!

O Cronista da Parvoíce © 2020

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